quinta-feira, agosto 19, 2004

Dores e calos que sangram

As dores do tendão necrosado
cutucado, pinçado e pendurado
costurado, remendado e arrebentado
que fede na cama do pobre homem
na cama ao lado
morrendo, com medo, deitado
fedendo, chorando, coitado
no hospital lotado
com fezes por todo o lado
Não se comparam a dor
dos meus calos que sangram abertos em flor
Afinal, são meus calos
Minha dor
O homem? Coitado.
Que morra.


2 comentários:

Anônimo disse...

wow
nao sou cadastrada aqui logo tenho que comentar como anonima. recebi sua msg no orkut e aqui estou. espero ver outras poesias.vlw
http://fotolog.net/darkening

Anônimo disse...

Ola, tambem vim depois de ler sua mensagem no Orkut e so posso dizer que gostei dessa sua poesia autodestrutiva. Continue assim e nos avise no Orkut sobre as novas postagens.